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2000

Encontro Com Ernesto Frederico Scheffel No "Valle Del Serchio"
Província De Lucca - Itália ( 5 A 19 De Novembro )
Com a apresentação de Pietro Annigoni - um dos maiores artistas do século XX e Armindo Trevisan - Prof. de
História da Arte na Universidade Federal do Estado do Rio Grande do Sul, Scheffel concordou em apresentar-se em Barga - Media Valle del Serchio expondo 64 obras entre óleo e técnica-mista, realizadas inteiramente entre Florença e sua nova residência em Piastroni - casa em pedra recuperada desde 1990.
Barga - Espaço
Cultural IL CIOCCO
Esta mostra tornou-se possível com a colaboração de um "Grupo de Amigos Anônimos"( do qual faz parte o próprio Scheffel ), além do patrocínio de:
Embaixada do Brasil em Roma
VARIG Brasil
Comune di Barga Comune di Fabbriche di Vallico
Comunità Montana Media Valle del Serchio
Administração Província di Lucca
Banca del Monte di Lucca
The Caledonian Academy of Tuscany-Lucca
English World-Lucca
Em colaboração com:
Cassa di Risparmio di S. Miniato Ag. di Lucca
Arte Cornici Aiosa s.n.c. - Gallicano
Galleria " Il Marzocco" - Barga
Lorenzini Pietro s.a.s. - Barga
Paint Art a.r.l. - Gallicano
Ditta Clerici Luigi - Barga
Lufra s.n.c. - Gallicano
ByBlos s.r.l. - Barga
A sede local da exposição foi gentilmente concedida pelo "IL CIOCCO" S.p..A.
2000

A Prefeitura Municipal de Novo Hamburgo confere o título
"BENFEITOR DA CIDADE DE NOVO HAMBURGO"
a Ernesto Frederico Scheffel, nos termos do decreto nº 472/2000,
de 22 de março de 2.000.
1997

MEDALHA EMBAIXADOR DO RIO GRANDE DO SUL - BRAVA GENTE -
No dia 16 de setembro, Ernesto Frederico Scheffel recebe das mãos
do Governador do Estado do Rio Grande do Sul, Antônio Brito, a
"Medalha Embaixador do Rio Grande - Brava Gente" no
Theatro São Pedro, em Porto Alegre.
Esta homenagem é concedida a gaúchos que se notabilizaram em suas
áreas de atuação, levando o nome do Rio Grande do Sul para além
de suas fronteiras.
1995

COMEMORAÇÃO DO SESQUICEN- TENÁRIO DA REVOLUÇÃO FAR- ROUPILHA
Com o propósito de comemorar o Sesquicentenário da Revolução
Farroupilha no momento de sua conclusão (1835-45 a 1985-95), o
Autor fez exposição de seu estudo a óleo sobre tela (2m x 5m), na
forma de uma alegoria simbolista, concentrando os fatos épicos,
históricos. O painel foi apresentado publicamente, com palestra, no
auditório da FEFS e posteriormente na Modernidade Galeria e Arte
Aplicada, em Novo Hamburgo, 1995. No ano 2000 é apresentado no
Museu Histórico Júlio de Castilhos de Porto Alegre.
1987

Três personalidades de alcance internacional no mundo da arte, que
atuaram a partir de Florença, deixaram seus pareceres registrados -
conhecendo, separadamente, Scheffel e sua obra nos campos da
Pintura, Escultura, Música:
Pintor PIETRO ANNIGONI - Florença, Junho, 1987
"Frederico
Scheffel é um pintor muito dotado, forte no desenho. No mundo da
arte de hoje é um solitário que não vacila e que em cada obra
reforça inexoravelmente o seu credo; um solitário, que em meio a
tanta mediocridade, se ilumina de luz própria, de uma luz, vale
dizer, que prorrompe de sua fé sólida e de sua honestidade."
Escultor ANTONIO BERTI - Sesto Fiorentino, Novembro, 1987
- Professor da Academia de Belas Artes -
"Ernesto Frederico
Scheffel possui um curriculum vitae verdadeiramente notável, além
de pintor e escultor é, também, compositor de música clássica e
contemporânea. Fui Professor de Escultura na Academia de Belas
Artes de Florença, onde Scheffel aperfeiçoou-se neste campo da
arte e tive o prazer de observar que seu natural modo de proceder
correspondia plenamente com o meu método de ensino. O
"Cavalo" por ele realizado durante todo o período de
1959/60, é um trabalho muito belo como escultura e digno, na sua
potência, das grandes obras. A personalidade do artista Scheffel
fala de um mundo todo seu, às vezes, plenamente aderente a uma
realidade clara e luminosa, às vezes, inspirada no exprimir
verdades transcendentais que contém mistério."
Compositor ARRIGO BENVENUTTI, Florença, Junho, 1987
- Professor do Conservatório Cherubini -
"Foi em seguida a um caso fortuito que encontrei e conheci
Scheffel; um encontro do qual considero-me verdadeiramente
afortunado porque veio a criar-se um relacionamento de sincera
amizade entre dois artistas e não aquela simples atmosfera que se
estabelece geralmente entre aluno e mestre.
Se Scheffel veio a mim por três anos durante os quais capturou os
instrumentos e os truques do ofício de musicista, reforçando deste
modo o seu credo musical, é incrível quanto tenha permanecida
intacta a sua personalidade de artista, indiferentemente pintor e
musicista.
Depois daquele período (1970-73) considerando que o amigo Scheffel
estivesse em condições de escrever música sem a minha intervenção,
não veio a separação que se verifica por exemplo depois da obtenção
do atestado de conclusão do curso (o diploma), mas verificou-se ao
contrário mais forte aquela amizade que Scheffel tinha já
conquistado por méritos artísticos, inteligência, estima e
simpatia.
Em suma fui de tal modo feliz em ter conhecido este artista sensível,
pleno de temperamento, rico de idéias e de ideais que depois das
primeiras lições de composição senti com prazer não mais
considerá-lo como 'Aluno', mas uma espécie de 'Discípulo
independente'."
1984

Estado do Rio Grande do Sul
Secretaria da Educação e Cultura
Conselho Estadual de Cultura
OF. CEC / 198-84 Porto Alegre, 26 de junho de 1984
Prezado Senhor,
"O Conselho Estadual de Cultura, atendendo a uma proposição
do Conselheiro Itálico Marcon resolveu, por unanimidade, em sua
reunião de 20 do corrente, manifestar-lhe seus aplausos pela
iniciativa de gravar música erudita do Rio Grande, tornando-se
assim o pioneiro em disco nesse gênero artístico entre nós.
Receba, na oportunidade, as expressões de nosso mais alto apreço
de par com nossas atenciosas saudações."
Luiz Benito Viggiano Luisi
Presidente em Exercício
1984

O Maestro Arlindo Teixeira - Professor, Regente da OSPA e de corais,
foi o regente escolhido por Scheffel para o registro de som em
dezembro de 1983, e gravação de disco em 1984.
O Maestro Arlindo Teixeira concedeu uma entrevista à pesquisadora,
Professora Julieta M. Damasceno, enquanto esta elaborava um ensaio
sobre 'Ernesto Frederico Scheffel Compositor'. Além das musicas que
foram gravadas, o Maestro conhece outras:
" O compositor precisa contar com dois esquemas de divulgação:
a amizade de pessoas que podem promovê-lo, e patrocinadores. Sem
isso, o compositor sofre.
Quanto a sua obra, não se filia a nenhuma escola. Individualista. Não
procura seguir os passos dos outros.
Na fase tonal, a maneira de orquestrar e a harmonização é muito
calcada em Wagner, o que dá uma força muito grande, muito
interessante, com força interior.
Curtiu muito dirigir a gravação editada. A música é melodiosa,
mas forte no conteúdo.
A fase atonal de Scheffel é desconhecida do público.
O compositor traduz o mundo da sua época. No caso de Scheffel é um
mundo muito particular, muito dele. A obra reflete o seu mundo,
muito intimista. Não procura traduzir musicalmente o dia de hoje,
mas o hoje dele, que é a soma das suas experiências. Não busca
fora de si a motivação para escrever; é o que tem dentro de si
que joga para fora. Nesse sentido, independe desta cronologia que
muita gente acha indispensável no compositor. O que importa é que
a obra tenha valor, conteúdo, mesmo que hoje não seja reconhecida.
A cronologia deixa de ter importância, desde que a obra seja autêntica,
seja honesta.
Scheffel é o que demonstra em sua obra; e deve continuar nessa
mesma linha, podendo até evoluí-la.
A execução do disco não foi boa. Em conseqüência do orçamento
limitado, a obra foi gravada em duas sessões, sem ensaios prévios,
de oito horas. Para um melhor resultado, seriam necessárias duas
semanas de trabalho. Além desse fato, na época, os músicos
estavam por demais atarefados e sem concentração. Algumas peças
estão bem, e outras não deveriam ter constado do disco.
As canções são lindas. Encerrando, digo, que o que causa
estranheza é como um artista plástico pode manejar tão bem as
cores do som."
1983

Lançamento do jornal cultural "Hamburgerberg", no dia 5
de abril, aniversário do Município de Novo Hamburgo - com a
finalidade de levantar a nossa história e os valores arquitetônico-artísticos
do bairro Hamburgerberg, hoje, Hamburgo Velho. Depois do sexto número
o Hamburgerberg foi suspenso, por falta de financiamento.
Os jornais publicados são ricos em informação histórica e
documentos fotográficos, sendo muito procurados hoje, pelas escolas
e pesquisadores particulares - na Biblioteca Pública, na Fundação
Ernesto Frederico Scheffel, em Hamburgo Velho, Novo Hamburgo, RS.
1980

Criado o 'Movimento de Preservação do Patrimônio Histórico e Artístico',
em Hamburgo Velho, 1980-83, encabeçado por Scheffel na forma de
voluntariado - aos domingos pela manhã com almoço de confraternização.
Este movimento já havia sido iniciado pelo artista na Páscoa de
1975, quando ele conseguiu impedir a demolição da Casa
Schmitt-Presser, hoje, Museu Comunitário de Novo Hamburgo, com
tombamento a nível nacional, como monumento de arquitetura.

Primeira festa comemorativa dos primeiros três meses de
trabalho comunitário na Rua Piratini de Hamburgo Velho. |

A beleza dos prédios, de cores e linhas harmoniosas, ressurge
aos poucos. Todos trabalham. |
Os 58 Colaboradores comunitários:
E.F.Scheffel, Suzana Lauck, Angela T.Sperb, Leonardo Lauck, Luiz H.Naud de Moura, Vera Haas, Madalena Winter, Suzana Boner, Gilberto R. Winter, Oracy L.Stenert, Virgínia L.Winter, Adriano Groehs, Ana M.Haas, Marciano Schmitz, Valter F.Rohde, Fernando Astolfi, Yroni Rohde, Elisa Timm, Paulo A.Winter, Marcia Astolfi, Carmen M.Haas, Victor F.Kern, Evaldo G.Astolfi, Iara Ledur, Maria do Carmo de Oliveira, Victor Nichel, J.L. Holmes Pereira, Leandro Scheffel, Miria Astolfi, Mônica Boner, Edgar Hoff, Maria C.Krumenan, Helena Ismênia Ledur, Maria R.Machado, Iliete A.de Brida, Wenton R.da Silva, Angela Astolfi, Ilse Maria B.da Silva, Marta L.Holmes Pereira, José M.Barrios, Bráulio Scholles, Vicentina Alves, Percio Haas Neto, Claudia Machado, Dejair L.Krumenan, S.Schuch Gomes, Guilherme Bons, M.C.Gonzallez Schmidt, Ivete Weschenfelder, L.Thompson Flores, David Machado, Merice Hahn, Helena R.Machado, Cristina E.Kirsch, Lino
J.Becker Padilha, Victor Bons, Paulo Hauser e Maria Marli Heck.
Como forma de agradecimento, em 1992 o arquiteto Aloísio Eduardo
Daudt envia a Scheffel o seguinte texto:
"AO SCHEFFEL
Em nome da 'Associação dos Amigos de Hamburgo Velho', venho
prestar uma pequena homenagem ao Ernesto Frederico Scheffel.
Frederico, mesmo não participando do grupo 'Amigos de Hamburgo
Velho, é sem dúvida seu precursor, amigo mais ilustre e
representante número um.
Precursor, pois foi com Scheffel que se iniciaram os movimentos
preservacionistas do morro de Hamburgo Velho, na tentativa de
resgatar sua história. Já faz vinte anos.
Amigo mais ilustre, pois com sua visão, sua sensibilidade e cultura
artística, iniciou a todos que tivessem interesse em aprender a
necessidade da preservação do patrimônio cultural e com seus
ensinamentos proporcionar novas motivações e adesões de preservação.
Representante número um da cidade, pois com suas atividades artísticas
e com suas obras de arte, leva Novo Hamburgo - Hamburgo Velho, para
além dos limites do Município, principalmente para Florença, Itália,
onde vive e desempenha a maior parte de suas funções artísticas
na atualidade.
Conhecendo a sensibilidade do Ernesto, pintor, escultor, compositor
e filósofo, apoiado pelos Amigos de Hamburgo Velho, propus
materializar esta homenagem, criando um objeto escultórico,
composto por duas peças significativas do telhado original da Casa
Schmitt-Presser, cimalha de madeira e telha de barro, representando
assim o primeiro marco nas conquistas que todos pretendemos."
Obrigado Scheffel
Receba esta homenagem
Novo Hamburgo, 05 de dezembro - 1992
Aloísio Eduardo Daudt - Arquiteto
1975



Scheffel realiza painel para a
Caixa Econômica do Estado do Rio Grande do Sul, Porto Alegre,
com o tema "Paisagem Riograndense"
1974

Ano das comemorações do Sesquicentenário da Imigração Alemã no
Brasil. Scheffel era uma das personalidades convidadas pela
Prefeitura Municipal de Novo Hamburgo , na perspectiva da realização
de um monumento ao sapateiro. O monumento não foi aprovado pela Câmara
de Vereadores. Sendo convidado pela empresa do Grupo Strassburger
para uma exposição de parte de suas obras, Scheffel permaneceu por
11 meses no Rio Grande do Sul. Na programação comemorativa daquele
ano, a OSPA executou a "Toccata e Fuga" para orquestra,
regida pelo Maestro Silva Pereira, de Portugal.
No mesmo ano, a Prefeitura de Novo Hamburgo e Ernesto Frederico
Scheffel assinaram o contrato que resultou na aquisição e restauração
de um prédio de valor histórico e artístico por parte do Município
e a doação da obra cultural-artística por parte do Artista,
reservando-se o direito de organizar e enriquecer o seu patrimônio
em forma definitiva.
1970

OBRAS PÚBLICAS EM FLORENÇA E ARREDORES
Com a inauguração do "Beato Vespignano", óleo
sobre madeira 133 x 133 cm - encomenda do "Arcivescovado di
Firenze" para a Igreja de S. Martino de Vespignano de Vicchio,
no Mugello, ao lado da Casa de Giotto, Scheffel - havia concluído
uma série de oito encomendas públicas, em Florença e arredores de
caráter severo, estético-religioso de importância capital em sua
carreira como pintor.

S. Martino de Vespignano de Vicchio

Festa de Inauguração da obra |

Festa de Inauguração da obra

Igreja de S. Martino de Vespignano de Vicchio
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Tabernáculo da Ponte de S. Piero a Sierve-Mugello
Versão existente de 1947 |

Tabernáculo da Ponte de S. Piero a Sierve-Mugello
Versão de E.F. Scheffel de 1968 |

Reinauguração doTabernáculo da Ponte de S. Piero a
Sierve-Mugello em 1968 |

Reinauguração doTabernáculo da Ponte de S. Piero a
Sierve-Mugello em 1968 |
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Batismo de Cristo
Cappella Ignesti - San Piero a Sieve
cartão de afresco
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Batismo de Cristo
Cappella Ignesti - San Piero a Sieve
afresco |
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Cartão de Afresco
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Batismo de Jesus - Afresco 303 x 210 cm
Sesto Fiorentino, Florença.
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Villa Il Pitto
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Mosaico em Tijolo - 1967
Executado pelo Prof. Marcello Rocchi, a partir de desenho de
E.F. Scheffel
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A primeira obra pública, inaugurada pelo Prefeito de Florença, o
historiador Prof. Piero Bargellini é de 1966, um oratório antigo
ligado à Villa Il Pitto - com Tombamento nacional, o estudo teve de
ser aprovado por uma Comissão de 20 especialistas, entre
historiadores, arquitetos e artistas.
O historiador Ennio Guarnieri publicou "I Tabernacoli di
Firenze", onde há duas reproduções, na pág.35 e 84 da obra
em afresco de Ernesto Frederico Scheffel:
"Desaparecida de todo a pintura do quinhentos (1500), o novo
afresco é obra original, de um refinado misticismo, do pintor
brasileiro Frederico Scheffel. Representa a Virgem que suspende nos
braços o Menino, em uma delicada paisagem toscana, com ciprestes
que fazem coroa à doce linha das colinas. Três andorinhas,
pousadas em torno das figuras, dão gentileza ao céu sereno do
fundo. Sobre a base, uma inscrição diz: COELORUM DOMINAE INCOLAE
DOMUS QUE IL PITTO NONCUPATUR A . D. MCMLXVI. O tabernáculo
inaugurou-se em setembro de 1966."
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Madonna del Pitto
Cartão de Afresco
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Início do trabalho
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Obra concluída
na Via Buia, de Florença para Roma
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1964

Antes, porém, outra surpresa: a Comissão de Belas Artes aprovou a
efígie em bronze do gênio brasileiro de Areias, Paraíba, Pedro Américo
de Figueiredo e Mello, modelada em barro por Scheffel, passada para
o gesso e depois para o bronze, numa Fundição especializada, em
Florença. A idéia proposta de colocar uma placa com uma escultura
do grande Pedro Américo no ateliê onde trabalhou e viveu o
artista, deve-se ao Cônsul do Brasil, Dr. Murilo Pessoa.
Mas a inauguração, suntuosamente comemorada na Via Maggio, 11 -
centro de Firenze, com a presença das Autoridades Locais, Embaixada
do Brasil em Roma e Diretores de Museus Florentinos concluiu-se no
Palácio Fossi, sede do Consulado do Brasil em Florença, com o então
Cônsul Armindo Branco Cadaxa.
1963

ESTUDO PARA O MONUMENTO AO SAPATEIRO
Aconteceu que em Novo Hamburgo nascia o desafio às pequenas indústrias
do calçado que, unindo-se, criavam a 1ª FENAC. Scheffel foi incluído
entre o grupo de pessoas que se responsabilizaram pela decoração
interna. Assim nasceu o estudo-projeto do monumento ao Sapateiro.
Foi colocado no centro do pavilhão, o arquiteto Aloísio E.Daudt
realizou o projeto de um Lago para realçar a figura sóbria e
discreta de um jovem artesão sapateiro.
Outro acontecimento importante na vida de Scheffel foi a primeira
execução de sua partitura para orquestra, dirigida pelo Maestro
Pablo Komlós, com a OSPA.
Nesta regressão a documentos e fatos relativos à atividade artística
de Scheffel, transcrevemos uma nota crítica surpreendentemente
aguda, que continua confirmando-se na identificação de sua
personalidade inquieta, eclética, em constante mutação.
A nota é de Héclio Pereira da Silva, publicada pelo jornal Diário
da Noite, do Rio de Janeiro, em 1956 - quando Scheffel realiza uma
exposição na Sala da Mulher Brasileira do Museu Nacional de Belas
Artes e mostra, entre outros trabalhos, as três obras que
concorreram pela primeira vez ao Prêmio de Viagem ao Estrangeiro:
"Artista na acepção do
vocábulo está ali. Temperamento tímido no trato pessoal,
revela-se audacioso, atrevidamente corajoso quando pinta. Suas telas
- simbolistas na maioria - psiquicamente explicam os mistérios da
sua alma. Scheffel, embora acadêmico, não se limita a
"fotografar" as coisas exteriores mesmo porque ele prefere
transpor para a tela as suas visões interiores. É dos poucos vivos
que alia técnica e imaginação num propósito só. Sua pintura
contrasta de modo surpreendente com a sua individualidade. Retraído,
calado, ruborizado ao mais leve termo licencioso, solitário, em
suma, um caramujo social, transfigura-se na arte.
A dimensão das suas composições dão, logo de início, uma ideia
das grandezas adormecidas no seu subconsciente. São mais painéis
do que pintura de cavalete. Há mesmo, talvez pelo desenho, certa
semelhança em diversos deles, com Pedro Américo. As batalhas de
Scheffel, porém, não contam feitos épicos, patrióticos, históricos.
São diferentes da Batalha do "Avaí". Elas narram
acontecimentos íntimos, frustrações, esperanças, fé e
incertezas de uma sensibilidade em luta com a realidade.
Frederico Scheffel, sente-se isso ao comparar sua arte com seu
comportamento, vive numa atmosfera onírica: sonha quando pinta. Daí
aquele elemento estranho, enigmático que parece habitar na sua
palheta.. Mensagens à espera de compreensão, cada quadro deste
artista requer interpretação e não julgamento."
H. Pereira da Silva
1960

A
Galeria degli Uffizzi, por questão de espaço, mantinha dois
laboratórios de restauração das obras de arte de Florença. O
Prof. Augusto Vermehren um dos dois chefes entra em contato com
Scheffel, depois de examinar atentamente, as reproduções fotográficas
de algumas obras realizadas pelo artista riograndense no Rio de
Janeiro, como "Jerônimo", "Tríptico",
"Hamburgo Velho" e "Rixa Gaúcha".
O Prof. Vermehren está com uma obra famosíssima sobre o cavalete e
procura ganhar tempo. Os "Quatro Filósofos" de
P.P. Rubens, da Galleria Pitti está em condições tais, que o
Diretor Geral da Toscana chama o Diretor Geral de Roma - 15
Professores especialistas italianos para dividir as
responsabilidades em torno deste precioso quadro a óleo, sobre
madeira - em "difíceis condições". Vermehren convida
Scheffel para uma prova de restauração pictórica do "Retrato
de Bianca Cappello".
Depois, na espera da Comissão dos 15 Professores, Scheffel 'fecha'
uma das quatro cabeças, para mostrar e obter a aprovação.
Enquanto se aguardava a comissão, Scheffel ajudava no abaixamento
das bolhas, um trabalho meticuloso, orientado pelo Mestre Prof.
Vermehren.
A Comissão observou o trabalho e foi dada a ordem de prosseguir na
recuperação pictórica.
Nos três anos apaixonantes desse trabalho científico, Scheffel
realizou as recuperações pictóricas de um "Rafael", um
"Velasquez", um "Tiziano" e um
"Tintoretto", além de um trabalho primitivo do Museu da
Academia e quatro telas menores de propriedade da rainha da Romênia,
Elena - em forma privada.
O Professor Vermehren por indiretas e diretas demonstrou-se
interessado em fazer de Scheffel um restaurador completo,
instruindo-o em química e fotografia. Com a sua sensibilidade de
artista e conhecimento técnico, somado a seu comportamento ético
em relação às obras de arte, Scheffel constituía a pessoa justa
para continuar a obra do pai de Vermehren, que foi o primeiro
restaurador da Galleria degli Uffizzi e dele que, já em 1900 subia
as escadarias do Museu como continuador da obra do pai - nascido na
Alemanha.
A proposta extraordinária de Vermehren, fez refletir a Scheffel
sobre o curso que deveria dar ao desenvolvimento de seus vários
talentos na criação artística - que não deveria ser traída, ou
suspensa através de uma atividade intrinsecamente científica, ao
alcance de um número maior de pessoas.
Uma viagem, de volta ao Rio Grande do Sul poderia servir como um
corte neutro e para dar tempo ao tempo. Desde maio de 1959 Scheffel
achava-se na Europa. Em fins de 1962, Scheffel havia estudado, em
Florença, Escultura, na Academia de Belas Artes, Gravura e técnica
do Afresco. Havia continuado a praticar Música de Câmara e
Orquestração (por três anos) com a Maestro Profº A.Fannelli, do
Conservatório Cherubini e a prática da restauração pictórica no
Laboratório da Galleria degli Uffizzi.
1958

No
Rio de Janeiro, em 1958 Ernesto Frederico Scheffel conquista o
"Prêmio de Viagem ao Estrangeiro" pelo Salão Nacional de
Belas Artes - expõe dez metros quadrados de pintura: "Jerônimo"
2m x 1m e o painel "Caramuru-guaçú" nº 3. Em
1957 - extra Salão - é designado para a "Medalha de
Ouro" da Academia Brasileira de Belas Artes pela exposição do
"Tríptico" 2m x 5m. Em 1955, no Salão Nacional, recebe a
grande Medalha de Prata - que permite entrar no Salão Nacional fora
de seleção e o torna candidato ao ambicionado Prêmio de Viagem ao
Estrangeiro. Em 1952 (segundo os jornais), Scheffel causa um
terremoto no Salão Nacional de Belas Artes. A moldura ultrapassa os
dez metros quadrados permitidos aos candidatos, motivo porque a
grande tela "Rixa Gaúcha" é recusada pelo Júri do
certame artístico. Em conseqüência desse fato, é criado o Salão
Livre de Belas Artes onde Scheffel é distinguido com o Prêmio em
dinheiro Rodolfo Amoedo. Em 1951, Salão Nacional, a grande Medalha
de Bronze e que marcou o seu início de luta durante a década de
1950.
1950

O período de intensas realizações e de desafio no Rio de Janeiro
marcou-se profundamente na carreira artística de Scheffel -
enquanto discípulo e, ao mesmo tempo assistente do grande pintor
Oswaldo Teixeira, Diretor do Museu Nacional de Belas Artes.
1947

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Scheffel com a Família Oswaldo
Teixeira, Rio de Janeiro, 1963

Oswaldo Teixeira
Fundador e Diretor do Museu Nacional de Belas Artes
e Mestre de E.F. Scheffel
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Quando Scheffel é convidado a participar e concorrer pelo 6º
Batalhão de Engenharia de Porto Alegre, enquanto integra o Serviço
Militar como Cabo, salienta-se para a Medalha de Ouro no II Salão
Militar de Artes Plásticas. O Júri embaraçado, solicita a
compreensão do jovem para dividir a Medalha de Ouro em duas de
Prata. Prata para um General e Prata para um simples Cabo do Exército.
Nesta ocasião de passagem pelo Rio, Scheffel apresenta-se a Oswaldo
Teixeira no Museu Nacional de Belas Artes.
Teixeira, vendo os estudos mostrados pelo jovem riograndense,
registra imediatamente um seu parecer de conhecedor:
"Vi, com muita atenção os trabalhos que me foram mostrados
do jovem Ernesto Frederico Scheffel e tenho a grande satisfação em
declarar que os mesmos são muito interessantes, revelando um grande
temperamento de artista e dotado de muito senso para a composição.
É um jovem que, bem guiado poderá muito produzir porque tem
bastante talento e vocação para a arte.
Penso que seu Estado devia auxiliá-lo e protegê-lo para que melhor
possa produzir e, com facilidade progredir.
A sua técnica no desenho já é bastante sólida e com estudo
acurado, deverá ampliar-se para que o vôo seja mais alto.
O futuro dirá o que afirmo: Será um grande artista !"
Oswaldo Teixeira
Com este parecer, com o apoio do ex-prefeito de Novo Hamburgo Dr
Odon Cavalcanti e a mensagem eloqüente do mestre, Professor João
C. Canal da Escola Técnica Parobé, Scheffel obtém uma Bolsa de
Estudos para o Rio de Janeiro, com a duração de seis meses -
quando Scheffel é promovido assistente do mestre e, para poder
manter-se, aceita alunos privados indicado por Oswaldo Teixeira.
Mensagem à Assembléia Legislativa de Porto Alegre:
"Na qualidade de
professor estadual e professor que fui do magnífico aluno Scheffel,
venho dizer-vos o seguinte:
Poucas vezes, como esta, tereis oportunidade de obter tão elevado
juro de capital empregado e necessário ao aperfeiçoamento do
prestimoso cidadão que é Ernesto Frederico Scheffel.
Conheço-o suficientemente bem e sei de quanto é capaz. Ele reúne
as três qualidades raras e necessárias aos gênios: vocação,
entusiasmo, perseverança e talento artístico. Jamais vi em minha
longa vida, tantas qualidades reunidas no artista nato.
Um só e grande defeito lhe conheço: uma excessiva modéstia. Se a
civilização de um povo é equilatada pelo valor de sua arte,
tendes, neste momento, a vossa oportunidade.
E na Itália e na França que ele deveria estudar as grandes obras.
É ali, e sem perda de tempo, que deverá aperfeiçoar-se com os
artistas daqueles países, antes que a sua pátria pareça enjeitá-lo
como magoadamente revelam os nossos artistas de antanho.
Se há inúmeros técnicos nossos, estudando no estrangeiro por
conta do Estado, como aliás é necessário; não menos necessário
é a eficiente ajuda àquele que, nascido artista revelou, em certo
tempo, qualidades mais que suficientes a atestar um brilhantismo
futuro.
Duas probabilidades se lhe apresenta e de vós depende o sucesso:
1º - Viagem e estadia na Itália e na França: aqui o sucesso será
completo.
2º - Estadia no Rio - meio sucesso e insatisfação.
Eu opto, sem reservas, pela primeira. Ernesto deve voltar bem moço,
efetuar um tempo de readaptação da sua arte ao ambiente
brasileiro, para poder criar escola nacional.
Se não temos atualmente escola, é precisamente porque os nossos
artistas se fazem tarde e, regressando em idade avançada, de poucos
anos dispuseram e a tempo de formar bom número de discípulos.
É vossa a palavra."
Respeitosamente
Professor João Cândido Canal
Porto Alegre, Junho de 1949
1941
A presença e a iniciativa do Governo do Estado do Rio Grande do Sul
- através do Interventor Coronel Osvaldo Cordeiro de Farias e
Secretário de Educação Dr. J. P. Coelho de Souza, em dar o necessário
apoio escolar ao menor, do interior do Estado , Ernesto Frederico
Scheffel - produziu um resultado raro e surpreendente, como exemplo
de provocação no campo da cultura.
1935
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casa
ocupada pelos Scheffel a partir de 1935, no centro histórico
de Hamburgo Velho.
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Ernesto
Frederico Scheffel vê-se transferido, na distância de 3 Km. para o
Centro Histórico Hambuger Berg - Hamburgo Velho, com toda a
família Scheffel. Freqüentou brevemente o velho Stift ainda de
língua alemã, a Escola particular de Elza Zottman e o apenas
inaugurado Grupo Escolar Pe. Antonio Vieira, hoje FEFS, antes de
entrar para a Escola Evangélica, hoje Pindorama - onde o Menino
artista encontrou o Prof, Ernesto Bernhoeft, que o solicitou a
pintar a casa do então Prefeito Dr. Odon Cavalcanti, que por sua
vez, tomou a iniciativa de incluir o Menino no Grupo de Coloninhos
que desfilaram no Dia da Pátria em Porto Alegre em 1940.
O pai
Albano, musico - flauta, trompa e baixo tuba - que amava substituir
os colegas de diversas bandinhas. Havia aberto a sua barbearia no
largo central de Hamburgo Velho.

Centro Histórico de Hamburgo Velho na déc. de 1930
Quase defronte a
barbearia via-se o prédio do Agrimensor Adão Adolfo Schmitt - prédio
este que havia servido de residência de família, Salão de Baile,
espaço para ensaios do Coral, casa comercial, sessões de Cinema
Mudo. Neste mesmo local, por necessidade, improvisou-se hospital
particular. Depois do falecimento de Adão Adolfo Schmitt, o prédio
foi alugado pelo Estado, para nele instalar o Grupo Escolar Pe.
Antonio Vieira, a partir de 1937.
O prédio do agrimensor Adão Adolfo Schmitt foi recuperado em 1975 sob a responsabilidade do arquiteto Nelson Souza e colaboração de Enilda Ribeiro - com Equipe de Especialistas de Porto Alegre. A Fundação Ernesto Frederico Scheffel, como entidade de cultura,
significa a sua continuidade da casa Adão Adolfo Schmitt.
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