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Década de 1920
E. F. Scheffel, (quinta geração no RS do imigrante Johann Christian Scheffel Junior e sua esposa Anna Maria Müsse), imigrantes de Berghausen Wittgensteiner Land - Westfalia, Alemanha, que chegaram ao Brasil em 1825. Nasceu em Campo Bom a 8 de outubro, 1927.
Década de 1930
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casa ocupada pelos Scheffel a partir de 1935, no centro histórico de Hamburgo Velho. |
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Centro Histórico de Hamburgo Velho na déc. de 1930 |
Descoberto o seu talento artístico por sua tia Irene Dick Jacobus, Prof. Ernesto Bernhoeft e Odon Cavalcanti, Intendente do Município de Novo Hamburgo. Frederico entra em seu período mágico.
A família Scheffel transfere-se da cidade de Campo Bom, para Hamburger Berg, hoje - Hamburgo Velho, Centro Histórico de Novo Hamburgo. Freqüentou o Evangelisches Stift, Fundação Evangélica de Hamburgo Velho, nesta época ainda escola de língua alemã
A Escola particular de Elza Zottman e o apenas inaugurado Grupo Escolar Pe. Antonio Vieira, hoje FEFS, antes de entrar para a Escola Evangélica, hoje Pindorama - onde o Menino artista encontrou o Prof, Ernesto Bernhoeft, que o solicitou a pintar a casa do então Prefeito Dr. Odon Cavalcanti, que por sua vez, tomou a iniciativa de incluir o Menino no Grupo de Coloninhos que desfilaram no Dia da Pátria em Porto Alegre em 1940.
Década de 1940
É matriculado em 1941 na Escola Técnica Parobé e Instituto de Belas Artes de Porto Alegre, com o apoio do Governo do Estado, Interventor Oswaldo Cordeiro de Farias e Secretário de Educação J. P. Coelho de Souza.
A presença e a iniciativa do Governo do Estado do Rio Grande do Sul - através do Interventor Coronel Osvaldo Cordeiro de Farias e Secretário de Educação Dr. J. P. Coelho de Souza, em dar o necessário apoio escolar ao menor, do interior do Estado, Ernesto Frederico Scheffel - produziu um resultado raro e surpreendente, como exemplo de provocação no campo da cultura.
A iniciação musical de Scheffel parte em 1949, por sua iniciativa, com a Organista Elza Kunz Hexssel de Hamburgo Velho, Novo Hamburgo - RS prossegue com o grupo coral do Maestro Maximiliano Hellman, e Liselotte Köbig Finck, Profº Lopes Moreira na Música de Câmara e o Violoncelista professor de Harmonia, Newton Pádua do Conservatório Brasileiro do Rio de Janeiro, entre 1950-1958.
Quando Scheffel é convidado a participar e concorrer pelo 6º Batalhão de Engenharia de Porto Alegre, enquanto integra o Serviço Militar como Cabo, salienta-se para a Medalha de Ouro no II Salão Militar de Artes Plásticas. O Júri embaraçado solicita a compreensão do jovem para dividir a Medalha de Ouro em duas de Prata. Prata para um General e Prata para um simples Cabo do Exército.
Nesta ocasião de passagem pelo Rio, Scheffel apresenta-se a Oswaldo Teixeira no Museu Nacional de Belas Artes. Teixeira, vendo os estudos mostrados pelo jovem riograndense, registra imediatamente seu parecer de conhecedor:
“Vi, com muita atenção os trabalhos que me foram mostrados do jovem Ernesto Frederico Scheffel e tenho a grande satisfação em declarar que os mesmos são muito interessantes, revelando um grande temperamento de artista e dotado de muito senso para a composição. É um jovem que, bem guiado poderá muito produzir porque tem bastante talento e vocação para a arte. Penso que seu Estado devia auxiliá-lo e protegê-lo para que melhor possa produzir e, com facilidade progredir. A sua técnica no desenho já é bastante sólida e com estudo acurado, deverá ampliar-se para que o vôo seja mais alto.
O futuro dirá o que afirmo: Será um grande artista!"
Oswaldo Teixeira
Com este parecer, com o apoio do ex-prefeito de Novo Hamburgo Dr. Odon Cavalcanti e a mensagem eloqüente do mestre, Professor João C. Canal da Escola Técnica Parobé, Scheffel obtém uma Bolsa de Estudos para o Rio de Janeiro, com a duração de seis meses - quando Scheffel é promovido assistente do mestre e, para poder manter-se, aceita alunos privados indicado por Oswaldo Teixeira.
Mensagem a Assembléia Legislativa de Porto Alegre:
"Na qualidade de professor estadual e professor que fui do magnífico aluno Scheffel, venho dizer-vos o seguinte: Poucas vezes, como esta, tereis oportunidade de obter tão elevado juro de capital empregado e necessário ao aperfeiçoamento do prestimoso cidadão que é Ernesto Frederico Scheffel.
Conheço-o suficientemente bem e sei de quanto é capaz. Ele reúne as três qualidades raras e necessárias aos gênios: vocação, entusiasmo, perseverança e talento artístico. Jamais vi em minha longa vida, tantas qualidades reunidas no artista nato. Um só e grande defeito lhe conheço: uma excessiva modéstia. Se a civilização de um povo é equilatada pelo valor de sua arte, tendes, neste momento, a vossa oportunidade. E na Itália e na França que ele deveria estudar as grandes obras. É ali, e sem perda de tempo, que deverá aperfeiçoar-se com os artistas daqueles países, antes que a sua pátria pareça enjeitá-lo como magoadamente revelam os nossos artistas de antanho.”
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Instituto de Belas Artes - 1941 |
Scheffel aos 13 anos - ingresso na escola Técnica Parobé |
Prof. João Cândido Canal - Mestre de Scheffel na Escola Técnica Parobé |
Década de 1950
O período de intensas realizações e de desafio no Rio de Janeiro marcou-se profundamente na carreira artística de Scheffel – enquanto discípulo e, ao mesmo tempo assistente do grande pintor Oswaldo Teixeira, Diretor do Museu Nacional de Belas Artes.
Com Bolsa de Estudos em 1950 pelo Estado do Rio Grande do Sul, Scheffel está com 22 anos e inicia a sua batalha artística, concorrendo anualmente ao Salão Nacional de Belas Artes, enquanto assistente particular do grande pintor Oswaldo Teixeira - Diretor do Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro, Brasil.
De 1951 a 1958, Scheffel conquista as Grandes Medalhas de Bronze, de Prata e o Prêmio de Viagem ao Estrangeiro pelo Salão Nacional de Belas Artes. Parte em 10-05-1959 para a Europa, visitando e estudando os principais artistas e museus em Portugal, Espanha, França, Inglaterra, Bélgica, Holanda, Alemanha, Áustria e finalmente Itália, Florença, onde fixa a sua residência eletiva.
Em 1951, Salão Nacional, a grande Medalha de Bronze e que marcou o seu início de luta durante a década de 1950.
Em 1952 (segundo os jornais), Scheffel causa um terremoto no Salão Nacional de Belas Artes. A moldura ultrapassa os dez metros quadrados permitidos aos candidatos, motivo porque a grande tela "Rixa Gaúcha" é recusada pelo Júri do certame artístico. Em conseqüência desse fato, é criado o Salão Livre de Belas Artes onde Scheffel é distinguido com o Prêmio em dinheiro Rodolfo Amoedo.
Em 1955, no Salão Nacional, recebe a grande Medalha de Prata - que permite entrar no Salão Nacional fora de seleção e o torna candidato ao ambicionado Prêmio de Viagem ao Estrangeiro.
Em 1957 - extra Salão - é designado para a "Medalha de Ouro" da Academia Brasileira de Belas Artes pela exposição do "Tríptico" 2m x 5m.
No Rio de Janeiro, em 1958 Ernesto Frederico Scheffel conquista o "Prêmio de Viagem ao Estrangeiro" pelo Salão Nacional de Belas Artes - expõe dez metros quadrados de pintura: "Jerônimo" 2m x
1 m e o painel Caramuru-Guaçú nº. 3.
A maturidade artística desenvolvida no Brasil, Scheffel a deve essencialmente aos Mestres João Cândido Canal, em Porto Alegre na adolescência, e após a Oswaldo Teixeira, no Rio de Janeiro. No campo da Música de Câmara e Coral, esteve integrado à Escola do Maestro Max Hellman e Liselotte Köbig Finck, no Rio de Janeiro.
Em setembro de 1959, Scheffel chega à Florença, Itália, centro da cultura e arte do Renascimento. A cidade cativa o artista que tinha afinidades com os mestres renascentistas, principalmente com Andrea Verrocchio e Leonardo da Vinci.
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Oswaldo Teixeira Fundador e Diretor do Museu Nacional de Belas Artes e Mestre de E. F. Scheffel
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Scheffel com a Família Oswaldo Teixeira, Rio de Janeiro, 1963. |
Década de 1960
Começa uma nova vida para Scheffel: a convivência em um ambiente de cultura e arte e o contato com outro idioma, fizeram com que ele saísse de seu mutismo e se expandisse. Além de dedicar-se intensamente à composição musical, música de câmara e orquestração inscreve-se na Academia de Belas Artes desta renomada cidade - praticando a Escultura, realizando o “Estudo de Cavalo” (1959-60), na sala do Professor Antonio Berti, o qual convida o aluno a trabalhar em seu ateliê, em Sesto Fiorentino, tornando-se um de seus grandes amigos. Aperfeiçoa a técnica de Relevo com o professor G. Albano, Nu Artístico, Gravura e Afresco. A sua vida criativa completa-se com um ateliê: um cavalete para a Pintura e um piano para a Composição Musical.
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Scheffel com o Prof. Vermehren e estudantes.
Florença, entre 1960 e 1962. |
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Scheffel posa com o seu primeiro trabalho - prova de restauração: Retrato de Bianca Cappello. |
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Contra-luz, o Estudo de Cavalo de Scheffel |
Scheffel no jardim da
Academia de Belas Artes de Florença |
Scheffel realiza o seu primeiro mosaico em Florença na déc. de 1960 no atelier de Anna Brigida. |
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Galeria degli Uffizzi, por questão de espaço, mantinha dois laboratórios de restauração das obras de arte de Florença. O Prof. Augusto Vermehren um dos dois chefes entra em contato com Scheffel, depois de examinar atentamente, as reproduções fotográficas de algumas obras realizadas pelo artista riograndense no Rio de Janeiro, como "Jerônimo", "Tríptico", "Hamburgo Velho" e "Rixa Gaúcha".
O Prof. Vermehren está com uma obra famosíssima sobre o cavalete e procura ganhar tempo. Os "Quatro Filósofos" de P.P. Rubens, da Galleria Pitti está em condições tais, que o Diretor Geral da Toscana chama o Diretor Geral de Roma - 15 Professores especialistas italianos para dividir as responsabilidades em torno deste precioso quadro a óleo, sobre madeira - em "difíceis condições". Vermehren convida Scheffel para uma prova de restauração pictórica do "Retrato de Bianca Cappello”. Depois, na espera da Comissão dos 15 Professores, Scheffel 'fecha' uma das quatro cabeças, para mostrar e obter a aprovação.
Enquanto se aguardava a comissão, Scheffel ajudava no abaixamento das bolhas, um trabalho meticuloso, orientado pelo Mestre Prof. Vermehren.
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Prof. Antonio Berti |
A Comissão observou o trabalho e foi dada a ordem de prosseguir na recuperação pictórica. Nos três anos apaixonantes desse trabalho científico, Scheffel realizou as recuperações pictóricas de um "Rafael", um "Velasquez", um "Tiziano" e um "Tintoretto", além de um trabalho primitivo do Museu da Academia e quatro telas menores de propriedade da rainha da Romênia, Elena - em forma privada.
O Professor Vermehren por indiretas e diretas demonstrou-se interessado em fazer de Scheffel um restaurador completo, instruindo-o em química e fotografia. Com a sua sensibilidade de artista e conhecimento técnico, somado ao seu comportamento ético em relação às obras de arte, Scheffel constituía a pessoa justa para continuar a obra do pai de Vermehren, que foi o primeiro restaurador da Galleria degli Uffizzi e dele que, já em 1900 subia as escadarias do Museu como continuador da obra do pai – nascido na Alemanha.
A proposta extraordinária de Vermehren fez refletir a Scheffel sobre o curso que deveria dar ao desenvolvimento de seus vários talentos na criação artística - que não deveria ser traída, ou suspensa através de uma atividade intrinsecamente científica, ao alcance de um número maior de pessoas.
Uma viagem, de volta ao Rio Grande do Sul poderia servir como um corte neutro e para dar tempo ao tempo. Desde maio de 1959 Scheffel achava-se na Europa. Em fins de 1962, Scheffel havia estudado, em Florença, Escultura, na Academia de Belas Artes, Gravura e técnica do Afresco. Havia continuado a praticar Música de Câmara e Orquestração (por três anos) com a Maestro Profº A. Fannelli, do Conservatório Cherubini e a prática da restauração pictórica no Laboratório da Galleria degli Uffizzi.
Década de 1970
Em 1974 ocorre a "SESQUIBRAL", em homenagem aos 150 anos da Imigração e Colonização Alemã no RS. Scheffel é convidado pela municipalidade de Novo Hamburgo. A participar com uma exposição, realizada no espaço oferecido pela indústria de calçados Strassburger. Os Municípios de Novo Hamburgo, Campo Bom e São Leopoldo mostram-se interessados em acolher, permanentemente, a obra do artista Scheffel. No mesmo ano, a Prefeitura de Novo Hamburgo e Ernesto Frederico Scheffel assinaram o contrato que resultou na aquisição e restauração de um prédio de valor histórico e artístico por parte do Município e a doação da obra cultural-artística por parte do Artista, reservando-se o direito de organizar e enriquecer o seu patrimônio em forma definitiva.
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RP. Fips Schneider, Prefeito Miguel H. Schmitz, Presidente Geisel e Scheffel. Sesquibral, em 1974 |
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Exposição no espaço do Grupo Strassburger,
em 1974 na Sesquibral |
Outro importante convite é apresentado a Scheffel. Para assessoramento cultural à Empresa de Previdência Privada APLUB, de Porto Alegre, por parte de seu Fundador, Dr. Rolf Zelmanowicz, humanista e atento observador do Patrimônio Cultural em nosso Estado.
A pinacoteca da Fundação Ernesto Frederico Scheffel, inaugurada em 05 de novembro de 1978, com um acervo de mais de 385 obras de autoria do próprio Scheffel, fazendo com que ela se constitua numa das maiores pinacotecas do mundo com obras de um único artista, possuindo algumas das suas melhores e mais significativas obras. Os quadros expostos nos três pisos do estupendo casarão, erguido por Adão Adolfo Schmitt no fim do século XIX, com características neoclássicas, são apresentados obedecendo à ordem cronológica de criação e estão agrupados conforme a temática e técnicas utilizadas para sua execução. No primeiro piso, estão os quadros que marcaram sua fase inicial, de sua adolescência até seus 22 anos. Algumas são de caráter regionalista, justamente por retratarem os lugares, a região que deu origem à sua carreira. No segundo piso, encontram-se as obras que participaram dos vários Salões de Belas Artes no Rio de Janeiro, na busca do “Prêmio de Viagem ao Estrangeiro”. São obras do gênero épico, simbolista, e do realismo poético. Finalmente, no terceiro piso, encontram-se obras de sua fase na Europa.
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Assinatura oficial do contrato entre E.F. Scheffel e a Prefeitura Municipal de Novo Hamburgo na administração do Pref. Miguel H. Schmitz e Dr. Ivo Strimetzer.Geisel e Scheffel. Sesquibral, em 1974 |
Inauguração da atual Fundação Ernesto Frederico Scheffel, em 5 de novembro de 1978, pela municipalidade de Novo Hamburgo, na gestão de Eugênio Nelson Ritzel |
Década de 1980
Criado o 'Movimento de Preservação do Patrimônio Histórico e Artístico', em Hamburgo Velho, 1980-83, encabeçado por Scheffel na forma de voluntariado - aos domingos pela manhã com almoço de confraternização. Este movimento já havia sido iniciado pelo artista na Páscoa de 1975, quando ele conseguiu impedir a demolição da Casa Schmitt-Presser, hoje, Museu Comunitário de Novo Hamburgo, com tombamento a nível nacional, como monumento de arquitetura.
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Primeira festa comemorativa dos primeiros três meses de trabalho comunitário na Rua Piratini de Hamburgo Velho. |
A beleza dos prédios, de cores e linhas harmoniosas, ressurge aos poucos. Todos trabalham. |
Os 58 Colaboradores comunitários:
E.F.Scheffel, Suzana Lauck, Ângela T.Sperb, Leonardo Lauck, Luiz H.Naud de Moura, Vera Haas, Madalena Winter, Suzana Boner, Gilberto R. Winter, Oracy L.Stenert, Virgínia L.Winter, Adriano Groehs, Ana M.Haas, Marciano Schmitz, Valter F.Rohde, Fernando Astolfi, Yroni Rohde, Elisa Timm, Paulo A.Winter, Márcia Astolfi, Carmen M.Haas, Victor F. Kern, Evaldo G.Astolfi, Iara Ledur, Maria do Carmo de Oliveira, Victor Nichel, J.L. Holmes Pereira, Leandro Scheffel, Miria Astolfi, Mônica Boner, Edgar Hoff, Maria C.Krumenan, Helena Ismênia Ledur, Maria R.Machado, Iliete A.de Brida, Wenton R.da Silva, Ângela Astolfi, Ilse Maria B.da Silva, Marta L.Holmes Pereira, José M.Barrios, Bráulio Scholles, Vicentina Alves, Percio Haas Neto, Claudia Machado, Dejair L. Krumenan, S.Schuch Gomes, Guilherme Bons, M.C.Gonzallez Schmidt, Ivete Weschenfelder, L.Thompson Flores, David Machado, Merice Hahn, Helena R.Machado, Cristina E.Kirsch, Lino J.Becker Padilha, Victor Bons, Paulo Hauser e Maria Marli Heck.
Lançamento do jornal cultural "Hamburgerberg", no dia 5 de abril, aniversário do Município de Novo Hamburgo - com a finalidade de levantar a nossa história e os valores arquitetônico-artísticos do bairro Hamburgerberg, hoje, Hamburgo Velho. Depois do sexto número o Hamburgerberg foi suspenso, por falta de financiamento. Os jornais publicados são ricos em informação histórica e documentos fotográficos, sendo muito procurados hoje, pelas escolas e pesquisadores particulares - na Biblioteca Pública, na Fundação Ernesto Frederico Scheffel, em Hamburgo Velho, Novo Hamburgo, RS.
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Scheffel entrega o jornal “Hamburgerberg”
em 5 de abril de 1983 |
Entre 1983-84 a Associação dos Profissionais Liberais Universitários do Brasil-APLUB em Porto Alegre, colocou à disposição um espaço como ateliê e auditório onde Scheffel pudesse realizar audições de Música de Câmara, Conferências e Registro de Som - convidando o artista personalidades do mundo da cultura riograndense para efetuar documentos históricos.
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Olinda Alessandrini, piano e E.F. Scheffel, barítono |
Ateliê de Scheffel - espaço especial APLUB |
Scheffel adquiriu uma casa histórica no Parque nacional delle Apuane da Toscana, em 30 de setembro de 1989 – depois de oito anos de exigente trabalho de recuperação – Scheffel transfere-se com sua bagagem de Florença para o “Valle Del Serchio” – Província de Lucca, em setembro de 1996.
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Casa recuperada por Scheffel, 1989-1996. |
Ernesto Frederico Scheffel
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Década de 1990
Comemorações do Sesquicentenário da Revolução Farroupilha - Com o propósito de comemorar o Sesquicentenário da Revolução Farroupilha no momento de sua conclusão (1835-45 a 1985-95), o Autor fez exposição de seu estudo a óleo sobre tela (2m x 5m), na forma de uma alegoria simbolista, concentrando os fatos épicos, históricos. O painel foi apresentado publicamente, com palestra, no auditório da FEFS e posteriormente na Modernidade Galeria e Arte Aplicada, em Novo Hamburgo, 1995. No ano 2000 é apresentado no Museu Histórico Júlio de Castilhos de Porto Alegre.
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estudo a óleo da obra “Revolução Farroupilha” |
No dia 16 de setembro, Ernesto Frederico Scheffel recebe das mãos do Governador do Estado do Rio Grande do Sul, Antônio Brito, a "Medalha Embaixador do Rio Grande - Brava Gente" no Theatro São Pedro, em Porto Alegre.
Esta homenagem é concedida a gaúchos que se notabilizaram em suas áreas de atuação, levando
o nome do Rio Grande do Sul para além de suas fronteiras.
Década de 2000
Encontro com Ernesto Frederico Scheffel No "Valle del Serchio”
Província de Lucca - Itália (5 A 19 de Novembro)
Com a crítica de Pietro Annigoni, um dos maiores artistas do século XX e Armindo Trevisan, Profº de História da Arte na Universidade Federal do Estado do Rio Grande do Sul, Scheffel apresenta-se em Barga - Media Valle del Serchio expondo 64 obras entre óleo e técnica-mista, realizadas em Florença e sua nova residência em Fabbriche di Vallico.
No ano seguinte, Scheffel é, pela primeira vez, apresentado na Alemanha – em Bad Berleburg – como compositor de música erudita. Composições suas serão interpretadas pelo violinista Luz Leskowitz, por ocasião da Semana de Música Internacional – realizada anualmente no Castelo Wittgenstein em Bad Berleburg – Sul da Westfalia.
Em 2002, é incluído em CD da Jugendorchester Charlottenburg, com regência de Elke Mentges. A solista é Susanne Heydorn. Scheffel tem sua música – "Le Quattro Stagioni" com letra de Marco Di Lorenzo, Florença, 1967 – gravada junto a Felix Mendelssohn-Bartholdy (1809-1847), Piotr Ilitch Tchaikovsky (1840-1893), Antonin Dvorák (1841-1904).
O ano de 2004 começa com homenagens em Novo Hamburgo, quando, em janeiro, foi agraciado com o troféu "O Sul – Mérito do Vale", por sua contribuição à cultura do Estado. Chegando à Itália em abril, o Conselho Municipal de Fabbriche di Vallico confere-lhe a Cidadania Honorária.
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Torso do compositor Friedrich Kiel |
Em outubro do mesmo ano, em Bad-Berleburg, na Alemanha, é realizado um evento onde Scheffel é homenageado, ao mesmo tempo em que homenageia – com a escultura de um torso – o compositor Friedrich Kiel (1821-1885). É realizado o Festival Kiel-Scheffel: ambos os artistas aniversariantes em 8 de outubro. Além da inauguração da escultura, o Museu da cidade organiza uma exposição que reúne cinqüenta obras de Scheffel. Paralelamente, ocorre uma exposição de obras gráficas na Sparkasse Wittgenstein, na mesma cidade. O Festival Kiel-Scheffel é encerrado com um concerto de músicas de ambos os compositores, em evento realizado no Castelo Wittgenstein, sob os auspícios de Sua Alteza Real Princesa Benedikte Zu-Sayn Wittgenstein.
A série de reconhecimentos e homenagens a E. F. Scheffel, durante o ano de 2004, culminam no Brasil, em Novo Hamburgo, quando recebe o título de Cidadão de Novo Hamburgo, através da Câmara Municipal de Vereadores.
No mesmo ano, o Instituto do Patrimônio Histórico e Cultural do Estado do Rio Grande do Sul declara o Museu, e o conjunto da obra de Scheffel nele abrigada, como Patrimônio Cultural do Estado – sintetizando, dessa forma, a contribuição de Ernesto Frederico Scheffel para a cultura sul-rio-grandense.
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